Pernambuco sem dúvida poderá ter uma das mais acirradas disputas para o Palácio do Campo das Princesas que a história já presenciou. É bem verdade que muito do que se fala atualmente são apenas especulações de inúmeros candidatos galgando os espaços para a conquista da cadeira executiva do estado, por um outro lado, sabe-se também que devido ao cenário de instabilidade política federal, teremos sim, uma corrida bastante disputada independentemente dos agentes que concorrerão à mesma disputa.
Atualmente os principais jornais e blogs do estado têm confirmado a
candidatura à reeleição do atual governador do estado, Paulo Câmara (PSB); do
líder do senado pelo PTB, Armando Monteiro Neto (PTB); e do também senador peemedebista Fernando Bezerra
Coelho (PMDB). Outros nomes correm por trás como o da vereadora da capital
pernambucana (Recife) Marília Arraes (PT); além disso, o PDT demonstrou interesse em lançar o
ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT); o PSDB cogita a candidatura do
ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB); e o atual Ministro da Educação do governo Michel Temer, Mendonça Filho (DEM).
Paulo Câmara (PSB): O socialista eleito em 2014 muito devido a força do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, foi eleito com 68% dos votos válidos (3.009.087 votos) no estado, para o atual senador e novamente seu principal opositor na corrida estadual desse ano, Armando Monteiro Neto (PTB) que obteve 31% dos votos válidos (1.373.237 votos). Câmara vem recebendo severas críticas desde 2015 devido a sua "ausência" em manter as políticas da última gestão do PSB. Porém, desde 2017 o governador, muito por um questão política buscando a reeleição, afinal como dizia Maquiavel o "mal" deve ser feito de um só vez, pois qualquer "boa" iniciativa irá fazer o eleitor esquecer tudo que já foi vivido, e por isso, ele voltou a "efetivar" as políticas do último governo socialista no estado. Desde 2017 Câmara vem "trabalhando" fortemente para convencer o eleitor que merece ser reeleito, na minha humilde opinião e o que fica claro nos debates políticos, ele apenas conteve os gastos ao longos dos últimos anos e "abriu as barragens" agora para fazer seu "pé de mesa".
Armando Monteiro Neto (PTB): O petebista em 2014 perdeu para o socialista atual governador do estado, Paulo Câmara (PSB), em 2012 foi eleito senador por Pernambuco sendo eleito com 3.142.930 votos e nesse ano tentará pela segunda vez consecutiva o cargo no Palácio do Campo das Princesas. Hoje o vejo como o candidato que mais forte da oposição ao governo, muito devido ao posicionamento de seu partido no cenário nacional, por conseguinte, obteve a construção de uma estabilidade partidária.
Fernando Bezerra Coelho (PMDB): O peemedebista já afirmou a sua pré-candidatura na convenção nacional do partido e vai tentar buscar um espaço como oposição ao governo de Câmara por duas circunstâncias, a primeira relativa a força no cenário nacional do partido, um dos melhores momentos do partido sob vistas políticas no que se refere ao Poder Executivo do país. Hoje o PMDB tem o Presidente da República Michel Temer, no mais alto cargo executivo do país, tem uma forte coalizão com o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), além de ter o também presidente, líder do partido no senado e presidente nacional do próprio partido Romero Jucá (PMDB); e a segunda se caracteriza pois o Partido Socialista Brasileiro assumiu oposição ao atual governo peemedebista. O grande problema nisso tudo é como estará o relacionamento de FBC com o presidente Michel Temer, visto que, recentemente conturbações internas à respeito da presidência nacional do partido conturbaram questões estruturais dentro partido, surgindo um "ar" de uma possível instabilidade política.
Correndo por trás e com muita incerteza o Partido dos Trabalhadores havia confirmado a pré-candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT). Marília foi a sexta mais votada no Recife com 11.872 votos e foi fortemente falada à candidatura na busca de reabilitação do PT no estado, já que na mesma eleição de 2016, em Recife, João Paulo (PT) foi derrotado pelo socialista Geraldo Júlio que efetivara seu segundo mandato na capital pernambucana. Se caso confirmar a sua candidatura, Marília virá com uma imensa responsabilidade atrelada as costas: Cenário Nacional e toda instabilidade do PT em não ter um nome forte à presidência caso o ex-presidente Lula não venha à disputa eleitoral; a derrocada do PT em relação ao legislativo nacional na última eleição de 2014; e talvez a grande questão a nível nacional, uma possível "fragmentação" dos partidos que sempre fizeram coalizão com o PT e estão lançando candidaturas próprias (PCdoB com Manuela D'Ávila, o PDT com Ciro Gomes, o PPS com Cristovam Buarque). Por um outro lado, recentemente o Jornal do Comércio entrevistou o líder do PT senado, Humberto Costa, sobre o cenário em PE e boatos sobre uma possível coalizão PT e PSB, na qual o Partido dos Trabalhadores apoiaria o atual governador Paulo Câmara (PSB) a reeleição ao Palácio do Campo das Princesas.
José Queiroz (PDT) e Elias Gomes (PSDB) ambos após as eleições municipais de 2016 não apareceram muito nos grande debates políticos e provavelmente são "cartas fora do baralho" à corrida estadual.
Mendonça Filho (DEM): O atual ministro da educação recentemente, no agreste pernambucano em apresentação da ampliação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) já se apresentou em tom de despedida do Ministério da Educação e virá a candidatura do governo do estado, com muita moral do presidente Michel Temer (PMDB) devido a todo seu apoio ao Presidente da República, porém quem reside em pernambuco sabe que seu histórico político tende apresentar mais rejeições entre o povo pernambucano do que aprovações.
Muitos cenários, muitos pré-candidatos, muitas suposições... As próximas pesquisas no estado irão começar a delinear os diversos cenários e quem largará à frente, nesta que será uma das mais disputadas eleições ao governo de Pernambuco.
Perfeito, João!
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