Recentemente tenho observado alguns posicionamentos de nossa "classe média" que compõem os partidos de oposição ao governo Michel Temer (PMDB): PT, PCdoB, PSB (em partes), PSOL, PDT, REDE, além de integrantes de partidos como PTB e PHS, na qual parte dos grandes líderes desses partidos vêm se posicionando contrariamente às privatizações do atual governo peemedebista, assumindo um discurso "nacionalista" e de "manutenção estatal", além defender a intervenção estatal em "todos" postos de atividade política de nosso país, mas o que me convém achar interessante aqui é que parte desta mesma classe que toma posição ferrenha contra as privatizações, em grande parte foi a favor da expansão e da coalizão que o Estado fez nas duas últimas décadas com instituições privadas de saúde, buscando e fortalecendo a expansão de compra por planos de saúde.
E por essa razão prezo-me a indagar: Será que a "classe média" brasileira, composta em sua grande maioria por funcionalistas públicos, busca manutenção, expansão e promoção de políticas estatais e da própria propensão de políticas públicas sociais? Como exemplo, sabe-se perfeitamente que "boa parte" dos funcionalistas públicos brasileiros não usam o Sistema Único De Saúde (SUS). Por essa razão, é justo afirmar que tal classe não busca por gestores que impulsionem as políticas públicas em nosso país, mas que ela ("classe média") se propõem a manutenção de um "status quo"?
Apenas levanto questionamentos e reflexões para os cidadãos brasileiros de que, aquele discurso "belíssimo" dessa classe e suas participações ferrenhas nos grandes projetos de políticas públicas que aconteceram ao longo dos anos 2000, não propiciam a garantia que nos momentos de instabilidade econômica e social, a classe média irá buscar coalizões com a classe trabalhadora brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário