quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Um Presidencialista Desorientado e Um Deputado frouxo!

Em entrevista ao site Poder 360, o Deputado do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PSC), comentou sobre a medida de intervenção militar do Presidente Michel Temer (PMDB), no estado do Rio de Janeiro: “Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não. É uma intervenção política que ele está fazendo. Ele agora está sentado, lá não sei aonde, tranquilo, deitado. Se der certo, eu vou torcer para que dê certo, glória dele. Se der errado, joga a responsabilidade no colo das Forças Armadas”. (http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/nacional/noticia/2018/02/21/temer-investe-em-nova-agenda-e-bolsonaro-reage-328604.php.).
Que discurso o Temer roubou? O intervenção militar? De trazer a forças armadas para estarem nas ruas? Acredito ser o único discurso que o presidenciável vem trazendo e que de fato só tenha ao longo de sua pré-campanha.

Depois desse comentário improfícuo que o Deputado fez ao Decreto Nº 9.288, de 16 de fevereiro de 2018, que tende (desprezando as questões políticas) a beneficiar e apaziguar por um momento a crise de segurança pública e política do seu estado, que pela qual ao longo de todo esse período de "guerra" que o Rio De Janeiro enfrenta, não foi visto posicionamento algum do presidenciável e DEPUTADO do mesmo Rio de Janeiro para ajudar seu estado. Surge um questionamento sobre sua candidatura: Será mesmo o Jair Bolsonaro um nome sensato à Presidência do Brasil?
Caro leitor(a) e eleitor(a), não estou fazendo julgamento de opinião em questionar se ele é "Bom ou Ruim" exercendo sua função política, o que me refiro aqui é a sua "capacidade" em exercer o mais alto cargo executivo de nosso país, Presidente da República, quando no atual cenário de "instabilidade social", muito devido as questões de incompetência do Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Prefeito da capital Fluminense, Marcelo Crivella (PRB), em não se posicionarem no apaziguamento das disputas de tráfico que o estado vivência, já que o tráfico, mas especificamente no Rio de Janeiro, é um questão estrutural, que demanda de muito apoio institucional, jurídico, política, social e econômico, para ser erradicado. Mas isso é tema para um outro debate...

Volto a falar sobre o Deputado Jair Bolsonaro, que começa a revelar ainda mais sua fragilidade política, quando afirma e ataca publicamente o presidente Michel Temer pelo Decreto 9.288/2018, mas vota a favor da mesma intervenção no estado do Rio de Janeiro (Votação completa dos Deputados por ordem alfabética dos estados: (http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/votacao/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/votacao/default.asp?datDia=19/2/2018&numSessao=6). E como podemos chamar a atitude do presidenciável, em publicamente ser contra o Decreto 9.288/2018, mas acabar votando sim? Reinado Azevedo, jornalística político da RedeTv News o chamou de "covarde" em sua última publicação ao site da emissora: "Muito bem! Mesmo sendo contra, então, a intervenção, Jair, o pai, e Eduardo, o filho — aquele rebento que também é deputado federal e que estrelou um vídeo cercado de fuzis semelhantes ao empregado por Nikolas Cruz para massacrar colegas de escola —, votaram a favor da medida. O que pode fazer com que uma pessoa contrária a uma determinada medida não tenha a coragem de votar contra a dita-cuja? A resposta é uma só e estupidamente óbvia: a covardia." ( Confira a reportagem do reporte da RedeTv News na íntegra: http://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/bolsonaro-repete-fala-do-pt-mas-covarde-que-e-vota-a-favor-da-intervencao-deputado-rouba-discurso-de-colunistas-de-esquerda/ )

Caro leitor(a) e eleitor(a) falo de um Deputado Federal, do estado do Rio de Janeiro e candidato a presidência do país, assumir posturas "covardes" em dizer algo e fazer outro, algo que nossa população reconhece bem, pois é uma das críticas que fazemos a classe política brasileira, isto é, não por eles (agente políticos) não conseguirem manter os seus discursos apresentados. Sabe-se que o candidato Jair Bolsonaro apresenta discursos vagos sem objetividade e respaldos teóricos; muitas de suas criticas aos governos do PT (Lula e Dilma) são vagas e sem fundamentos algum, apenas se utilizando de um retórica (de um discurso) "moralista autoritarista", na tentativa de mexer com a opinião pública e ganhar visibilidade no cenário político, visto que, mediante a sua "vaguês" e "desorientação" política, boa parte da população brasileira, mesmo com o ex-presidente Lula sendo condenado em segunda instância o preferem do que o Deputado.
 
Finalizo com uma indagação: Com tantos discursos de mudança; contra corrupção; ativismo político para com a população e etc...  que vêm sendo levantados nas pautas da população brasileira, será mesmo o Deputado do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PSC), um bom nome para sentar na cadeira do Planalto do Governo, na qual este mesmo deputado vem assumindo posturas incompetentes quando o seu próprio estado precisa ainda mais do que o normal de seu apoio, e acaba que ele prefere esta buscando a impressa do país para atacar os seus opositores à corrida presidencial. Será este um bom nome para o nosso país?

Desde já agradeço!
João Vítor Melo de Moraes.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Os sindicatos da classe trabalhadora?

Há aproximadamente um ano e meio, mas especificamente desde o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), por conseguinte, da posse do atual presidente Michel Temer (PMDB) até os dias atuais e as longas discussões sobre as "reformas" do atual governo, vim fazendo análises das mobilizações sociais que são convocadas pelas instituições sindicais do nosso país, na cidade do Recife e Região Metropolitana. Achei interessante nos recentes "protestos" aqui em Pernambuco, como esses grandes sindicatos dos trabalhadores e os principais partidos de oposição ao atual governo financiam tais mobilizações sociais, sempre levantando pautas contra as políticas que o presidente efetivara ao longo do seus quase dois anos de mandato, como a Reforma Trabalhista e a Reforma do Ensino Médio, ambas aprovadas pelo Congresso e Senado; e a atual discussão sobre a Reforma da Previdência que Michel Temer tenta aprovar no Congresso Nacional.
O questionamento que surge é: Tais financiamentos destes sindicatos e partidos são em prol de quê? Ou melhor questionando, será mesmo que essas instituições estão em luta pela classe trabalhadora, pela classe desempregada (número que em 2017 chegou a 13,4 milhões de pessoas. FONTE: IBGE) e pela classe assalariada (número que compõem mais da metade da população brasileira. FONTE: IBGE)?

Até o presado momento, nesses "protestos" que essas instituições vêm organizando, aqui na cidade do Recife e Região Metropolitana, eu não pude acompanhar a classe executiva ou o "alto escalão" dos grande sindicatos e do grandes partidos brasileiros nas ruas com os cidadãos. Tais instituições propagam um discurso de que os trabalhadores e muito mais que isso, os cidadãos brasileiros, precisam ir às ruas para "lutar contra as reformas e contra o atual governo do Michel Temer", mas o que vejo são "indivíduos" que se mantém privilegiados as custas dos trabalhadores, que por sinal, pagam altas taxas para estes sindicatos. Tais cidadãos quem compõem essas instituições mobilizam-se e financiam uma pequena parcela da população para os atos, enquanto eles próprios ficam sentados em seus escritórios na maioria dos casos, se beneficiando das notícias e se aderindo de um discurso positivo por parte da opinião pública, "por estarem lutando em prol dos trabalhadores brasileiros", além de semearem aquele discurso antigo e que de fato é forte mediante a nossa fragilidade política, social e econômica, de que faz-se necessária a luta nas ruas por parte da população brasileira para impedir e derrubar o atual governo peemedebista e suas reformas.


Outro fator que me relevou considerações é ainda em cima dessa "convocação ideológica trabalhista", isto é, a tentativa de sempre levantar as pautas em prol das classes oprimidas por meio desses "pseudos-protestos", mas a questão que surge nisto tudo é por que se levanta tantas pautas sobre lutas, sobre greves e paralisações gerais, etc... se após estes mesmos "pseudos-protestos" é nítido que nenhuma mudança fora feita? Se o trabalhador sofrerá ainda mais, pois não teve protesto de algum; não teve luta alguma, pois o trabalhador sim arcará com as consequências, porque a cada novo "pseudo-protesto" a rotina do trabalhador brasileiro é cortada: O trabalhador perderá o horário normal do trabalho; sairá de casa cedo correndo ainda mais riscos de vida e receberá chamadas pelo atraso no dia de trabalho.

De fato onde está a efetivação desses discursos de "luta" diariamente? Dessas classes que tanto pregam defender o trabalhador, quando muitos deles (me refiro ao "alto escalão" dos sindicatos e partidos políticos) não estão "na luta diária" ou sob palavras de uma entrevistadora, não estão "na guerra do dia-a-dia". Porque pelo que sei é muito fácil levantar e "tomar" uma pauta para si quando não vivo e sinto diariamente aquilo que estou erguendo. É muito fácil falar de um trabalhador assalariado e o quanto que ele precisa ter aumentos de salários e diminuição da carga horária; quanto que precisa-se baixar as passagens dos transportes públicos e oferecer melhores condições; quanto que precisa aquilo e mais aquilo... Mais difícil mesmo é deixar de só falar e viver tudo isto!


Entrevistando uma mulher de 45 anos, que exerce a função de auxiliar administrativa numa logística na cidade do Paulista aqui em Pernambuco, eu a perguntei:



João Vítor Melo:


- O que a senhora acha dos protestos?


A senhora:


- "Eu acho certo algumas coisas que são lutadas. Tipo esse presidente mesmo, Temer, ele é um corrupto e deveria ser preso. Vê o que ele está fazendo com a gente: Reforma Trabalhista, a reforma lá das escolas e agora Reforma da Previdência", isso é pra acabar conosco!"


João Vítor Melo:


- Se a senhora pudesse participaria de algum protesto como esse?


A senhora:


- "Eu ia sim, mas como vai? Se eu for o patrão desconta e se ele descontar do meu salário, como vou pagar minhas contas? E outra meu filho, adianta de que ir a esses protestos se o povo aí que organiza os sindicatos não tão nem aí para nós, não querem saber da nossa "guerra do dia-a-dia". Não homem, eles (sindicatos) querem ganhar nosso dinheiro quando pagamos os sindicatos, dar uns trocados pra esse pessoal aí que vai pras ruas gritar: "Fora Temer", e depois que o protesto acaba tudo volta ao normal, a gente trabalha e "se lasca" de trabalhar."

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

As Ambivalências do Lulismo



Os rumos do Brasil enquanto nação nunca foi linear. Na realidade, sempre houve avanços e retrocessos. Poderíamos, então, afirmar que os rumos do país são, ainda, ambivalentes.

Depois de quase 30 anos de ditadura militar, com seus retrocessos jurídicos e morais, nos vimos otimistas com a redemocratização: a partir da nova constituinte de 1988 avançaríamos implementando a democracia e, enfim, os direitos fundamentais, como liberdade de expressão, de impressa e partidária. Falo liberdade partidária, no sentido de uma liberdade não formal, como fora vivido nas décadas precedentes, mas uma liberdade concreta. De fato, uma democracia!

Contudo, como foi afirmado acima, na política, nada é linear, mas ambivalente. Após a redemocratização, por clamor e lutas sociais, a elite econômica e o sistema político não permitiram que os avanços reivindicativos da sociedade civil se concretizasse em seus termos. Destarte, houve uma centralização política em termo de um projeto político ora progressivo ora conservador, na esteira da dominação econômica  que ela mesma tentou camuflar o nacional desenvolvimentismo, subsequentemente, as desigualdades socioeconômicas.

Esta centralização, o filósofo político Marcos Nobre chamou em seu livro ‘’Imobilismo em Movimento: Da Abertura Democrática ao Governo Dilma’’ de pemedebismo. Este modo de fazer política consiste em ditar todos os movimentos políticos e econômicos coibindo qualquer desenvolvimento social que mexa demais no ‘’bolo’’ da elite econômica. Permite, a partir de lutas sociais e sindicais, que apenas pequenas fatias do bolo sejam "cortadas", isto é, promovendo uma manutenção do "status quo" da produção econômica brasileira. 

É com estas dificuldades que o ex-presidente Lula teve que lidar; Para ser eleito, ele precisou mudar um discurso radical, para um discurso mais centralizador. No entanto, não chegou (ao meu ver) a ser pemedebista: sua centralização estava radicada num projeto nacional desenvolvimentista. O Partido dos Trabalhadores, até o segundo mandato do ex presidente Lula, foi a maior oposição do pemedebismo, isto é, do sistema político partidário. Sem querer aprofundar demais no debate mais especializado, por falta de espaço, passarei a dizer as razões do título: "O por que o Lulismo foi ambivalente?"

O Lulismo é o nome de uma centralização política em torno de um nome: Luiz Inácio Lula da Silva.O Partido dos trabalhadores e Lula seriam uma e a mesma coisa. Assim, seria uma força política de luta que pôs pautas sociais de desenvolvimento e distribuição de renda. Mas centrado numa figura política: o ex presidente Lula. 

Entretanto, nem Lula e nem seu governo pode ser acusado de populista. Um governo populista é aquele que governa sem mediação política, sem o sistema partidário: seria um governo que, sem mediação partidária do congresso, lida diretamente com o povo, ou se quiserem, com os movimentos sociais. Mas, isto não aconteceu! O ex presidente Lula nunca governo sem o congresso. Na verdade, o congresso nacional sempre foi seu "Calcanhar de Aquiles". Contudo, apesar das disputas políticas no congresso, Lula soube lidar e o projeto social desenvolvimentista pode dar seus primeiros passos concretos: Com o governo Lula, houve maior distribuição de renda, tirando mais de 40 milhões de pessoas da fome, o país teve respeito mundial, todas as classes ascenderam socialmente e a elite econômica como sempre, ficou mais rica. 

Como dissemos, em política nada é linear, mas ambivalente. Apesar de conquistas sociais por intermédios de disputas partidárias no primeiro mandato do PT, logo o partido entrou em crise no seu segundo mandato. Foi o escândalo do mensalão. Após a crise, o governo para se sustentar politicamente precisou do pemedebismo, isto é, precisou do sistema político centrista para se manter no poder e governar. Desse modo, desde o segundo mandato do ex presidente Lula até o impeachment da ex presidenta Dilma Rousseff, se apresentaram como governos pemedebistas

Estas são as ambivalências do Lulismo: estar entre o sistema político corrupto, conservador e um projeto nacional desenvolvimentismo; para finalizar esta breve reflexão política, gostaria de dizer que qualquer partido de esquerda que queira governar precisa reconhecer as ambivalências política; deve ser melhor do que o PT, mas sabendo que mudanças não são feitas da noite para o dia: Em toda luta há vitórias e derrotas, ganhos e perdas. Falo isso porque muitos militantes de esquerda acham que só é possível mudanças nas ruas com violência. Penso que apenas nas ruas não é possível, pois o sistema político e a elite econômica são muito fortes. Há uma blindagem econômica radical. Mas se soubermos unir as forças partidárias e movimentos sociais é possível uma mudança em rumo à uma maior igualdade social. Precisamos retomar um projeto de nação desenvolvimentista. Contudo, sabendo lidar com o sistema político, sem utopia abstrata: precisamos de uma normatização concreta, isto é, um horizonte de luta com os pés do chão. Portanto, precisamos reconhecer as ambivalências da política, sabendo perder para ganhar.

Texto escrito por 
Thiago Andrade - Teólogo e graduando em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Inúmeros nomes e muitas incertezas em Pernambuco

Pernambuco sem dúvida poderá ter uma das mais acirradas disputas para o Palácio do Campo das Princesas que a história já presenciou. É bem verdade que muito do que se fala atualmente são apenas especulações de inúmeros candidatos galgando os espaços para a conquista da cadeira executiva do estado, por um outro lado, sabe-se também que devido ao cenário de instabilidade política federal, teremos sim, uma corrida bastante disputada independentemente dos agentes que concorrerão à mesma disputa.

Atualmente os principais jornais e blogs do estado têm confirmado a candidatura à reeleição do atual governador do estado, Paulo Câmara (PSB); do líder do senado pelo PTB, Armando Monteiro Neto (PTB); e do também senador peemedebista Fernando Bezerra Coelho (PMDB). Outros nomes correm por trás como o da vereadora da capital pernambucana (Recife) Marília Arraes (PT); além disso, o PDT demonstrou interesse em lançar o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT); o PSDB cogita a candidatura do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB); e o atual Ministro da Educação do governo Michel Temer, Mendonça Filho (DEM).

Paulo Câmara (PSB): O socialista eleito em 2014 muito devido a força do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, foi eleito com 68% dos votos válidos (3.009.087 votos) no estado, para o atual senador e novamente seu principal opositor na corrida estadual desse ano, Armando Monteiro Neto (PTB) que obteve 31% dos votos válidos (1.373.237 votos). Câmara vem recebendo severas críticas desde 2015 devido a sua "ausência" em manter as políticas da última gestão do PSB. Porém, desde 2017 o governador, muito por um questão política buscando a reeleição, afinal como dizia Maquiavel o "mal" deve ser feito de um só vez, pois qualquer "boa" iniciativa irá fazer o eleitor esquecer tudo que já foi vivido, e por isso, ele voltou a "efetivar" as políticas do último governo socialista no estado. Desde 2017 Câmara vem "trabalhando" fortemente para convencer o eleitor que merece ser reeleito, na minha humilde opinião e o que fica claro nos debates políticos, ele apenas conteve os gastos ao longos dos últimos anos e "abriu as barragens" agora para fazer seu "pé de mesa".

Armando Monteiro Neto (PTB): O petebista em 2014 perdeu para o socialista atual governador do estado, Paulo Câmara (PSB), em 2012 foi eleito senador por Pernambuco sendo eleito com 3.142.930 votos e nesse ano tentará pela segunda vez consecutiva o cargo no Palácio do Campo das Princesas. Hoje o vejo como o candidato que mais forte da oposição ao governo, muito devido ao posicionamento de seu partido no cenário nacional, por conseguinte, obteve a construção de uma estabilidade partidária.

Fernando Bezerra Coelho (PMDB): O peemedebista já afirmou a sua pré-candidatura na convenção nacional do partido e vai tentar buscar um espaço como oposição ao governo de Câmara por duas circunstâncias, a primeira relativa a força no cenário nacional do partido, um dos melhores momentos do partido sob vistas políticas no que se refere ao Poder Executivo do país. Hoje o PMDB tem o Presidente da República Michel Temer, no mais alto cargo executivo do país, tem uma forte coalizão com o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), além de ter o também presidente, líder do partido no senado e presidente nacional do próprio partido Romero Jucá (PMDB); e a segunda se caracteriza pois o Partido Socialista Brasileiro assumiu oposição ao atual governo peemedebista. O grande problema nisso tudo é como estará o relacionamento de FBC com o presidente Michel Temer, visto que, recentemente conturbações internas à respeito da presidência nacional do partido conturbaram questões estruturais dentro partido, surgindo um "ar" de uma possível instabilidade política.

Correndo por trás e com muita incerteza o Partido dos Trabalhadores havia confirmado a pré-candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT). Marília foi a sexta mais votada no Recife com 11.872 votos e foi fortemente falada à candidatura na busca de reabilitação do PT no estado, já que na mesma eleição de 2016, em Recife, João Paulo (PT) foi derrotado pelo socialista Geraldo Júlio que efetivara seu segundo mandato na capital pernambucana. Se caso confirmar a sua candidatura, Marília virá com uma imensa responsabilidade atrelada as costas: Cenário Nacional e toda instabilidade do PT em não ter um nome forte à presidência caso o ex-presidente Lula não venha à disputa eleitoral; a derrocada do PT em relação ao legislativo nacional na última eleição de 2014; e talvez a grande questão a nível nacional, uma possível "fragmentação" dos partidos que sempre fizeram coalizão com o PT e estão lançando candidaturas próprias (PCdoB com Manuela D'Ávila, o PDT com Ciro Gomes, o PPS com Cristovam Buarque). Por um outro lado, recentemente o Jornal do Comércio entrevistou o líder do PT senado, Humberto Costa, sobre o cenário em PE e boatos sobre uma possível coalizão PT e PSB, na qual o Partido dos Trabalhadores apoiaria o atual governador Paulo Câmara (PSB) a reeleição ao Palácio do Campo das Princesas.

José Queiroz (PDT) e Elias Gomes (PSDB) ambos após as eleições municipais de 2016 não apareceram muito nos grande debates políticos e provavelmente são "cartas fora do baralho" à corrida estadual.

Mendonça Filho (DEM): O atual ministro da educação recentemente, no agreste pernambucano em apresentação da ampliação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) já se apresentou em tom de despedida do Ministério da Educação e virá a candidatura do governo do estado, com muita moral do presidente Michel Temer (PMDB) devido a todo seu apoio ao Presidente da República, porém quem reside em pernambuco sabe que seu histórico político tende apresentar mais rejeições entre o povo pernambucano do que aprovações.

Muitos cenários, muitos pré-candidatos, muitas suposições... As próximas pesquisas no estado irão começar a delinear os diversos cenários e quem largará à frente, nesta que será uma das mais disputadas eleições ao governo de Pernambuco.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A "Classe Média" e seus paradoxos das privatizações

Recentemente tenho observado alguns posicionamentos de nossa "classe média" que compõem os partidos de oposição ao governo Michel Temer (PMDB): PT, PCdoB, PSB (em partes), PSOL, PDT, REDE, além de integrantes de partidos como PTB e PHS, na qual parte dos grandes líderes desses partidos vêm se posicionando contrariamente às privatizações do atual governo peemedebista, assumindo um discurso "nacionalista" e de "manutenção estatal", além defender a intervenção estatal em "todos" postos de atividade política de nosso país, mas o que me convém achar interessante aqui é que parte desta mesma classe que toma posição ferrenha contra as privatizações, em grande parte foi a favor da expansão e da coalizão que o Estado fez nas duas últimas décadas com instituições privadas de saúde, buscando e fortalecendo a expansão de compra por planos de saúde. 

E por essa razão prezo-me a indagar: Será  que a "classe média" brasileira, composta em sua grande maioria por funcionalistas públicos, busca manutenção, expansão e promoção de políticas estatais e da própria propensão de políticas públicas sociais? Como exemplo, sabe-se perfeitamente que "boa parte" dos funcionalistas públicos brasileiros não usam o Sistema Único De Saúde (SUS). Por essa razão, é justo afirmar que tal classe não busca por gestores que impulsionem as políticas públicas em nosso país, mas que ela ("classe média") se propõem a  manutenção de um "status quo"?

Apenas levanto questionamentos e reflexões para os cidadãos brasileiros de que, aquele discurso "belíssimo" dessa classe e suas participações ferrenhas nos grandes projetos de políticas públicas que aconteceram ao longo dos anos 2000, não propiciam a garantia que nos momentos de instabilidade econômica e social, a classe média irá buscar coalizões com a classe trabalhadora brasileira.